Categoria Melhor Profissional

Heloisa Borges Bastos Esteves

 Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – Rio de Janeiro/RJ

Heloisa Borges é Doutora em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, pós-graduada em Direito Público pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Advogada graduada em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e bacharel em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi pesquisadora visitante na University of Virginia Law School e bolsista do Columbia Women´s Leadership Program, da Columbia University. É autora de artigos científicos e capítulos de livros relacionados à economia da energia, regulação e defesa da concorrência. Heloisa atuou em diversos cargos na Administração Pública Brasileira (como professora, pesquisadora e servidora federal) e ingressou na Agência Nacional do Petróleo em 2005, como Especialista em Regulação de Petróleo e seus derivados, Álcool Combustível e Gás Natural. Na ANP atuou como Assessora Técnica na Coordenadoria de Defesa da Concorrência e Assessora de Superintendência, Superintendente-Adjunta e Superintendente de Promoção de Licitações, tendo sido responsável pela condução das rodadas de licitações realizadas pela ANP nos anos de 2018 e 2019, e pela condução da modelagem e revisão dos editais e contratos de partilha e de concessão entre 2017 e 2019.

Desde maio de 2020 é Diretora de Estudos do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética.

 Atuação no setor de biogás em 2021

O Brasil possui diversidade de fontes para compor sua matriz energética, proporcionando maior segurança e competitividade. A EPE tem sinalizado a cada PDE como algumas fontes podem ganhar relevância no horizonte do estudo. Para o biogás do setor sucroenergético, este destaque vem sendo cada vez mais relevante. Ao longo de 2021 busquei, na EPE, avançar nos estudos que evidenciam o potencial nacional de biogás no setor agropecuário (resíduos agrícolas e pecuária confinada), o que inclui o setor sucroenergético. Destaco a minha atuação no ano de 2021, em particular, na liderança na parceria com o DOE/EUA por meio da USBEF (United States – Brazil Energy Forum) que elaborou um roadmap para Brasil considerando o uso de gás natural e biometano em veículos pesados e ônibus. O uso de biometano veicular é uma das oportunidades para esta fonte contribuir não somente com o meio ambiente, como também com a balança comercial, além de outros desdobramentos econômicos e sociais positivos como a geração de empregos e fomento à indústria de base. Adicionalmente, avançamos na na consolidação da Política Nacional de Biocombustíveis – RenovaBio (2017) e do Novo Mercado de Gás (2021), políticas públicas importantes para o desenvolvimento cada vez mais acelerado do biogás no Brasil.