Categoria Melhor Planta/Unidade Geradora de Biogás

INDÚSTRIA

Frimesa

Frimesa Cooperativa Central – Unidade Frigorífica.

Medianeira/PR

A PLANTA

Substratos/Resíduos utilizados: Efluente de abatedouro de suínos
Uso energético dado ao biogás: Energia térmica
Produção de biogás (anual): 2.160.000m³/ano
Situação: Start/Em operação

O complexo de geração de biogás da Frimesa, situado na unidade frigorífica em Medianeira – Paraná, foi idealizado ainda em 2019, após estudos que visavam entender a capacidade de biodegradação do resíduo/efluente gerado no processo de tratamento de efluentes, observando o potencial de geração de biogás. Diversas análises e validações estratégicas foram realizadas até que o projeto fosse idealizado para a geração de energia térmica, em substituição ao gás GLP (gás liquefeito de petróleo) no processo de chamuscagem dos suínos. Para o empreendimento é um avanço no tratamento de resíduos da Frimesa e mais um passo a favor do meio ambiente, visto que ao substituir o gás GLP (derivado de combustíveis fósseis, energia não renovável) pelo Biogás (oriundo de uma fonte de energia renovável), diminuímos a emissão de gases que colaboram para o aumento do efeito estufa, além da economia direta projetada em cerca de 2,6 milhões de reais. 

Todo o processo ocorre na estação de tratamento de efluentes com início no flotador físico-químico primário, onde o substrato é gerado após dosagem de produtos químicos no efluente. Com a reação química, o substrato é floculado e é encaminhado para o pré-tanque. 

Assim, com o intuito de produzir Biogás a partir dos efluentes gerados nesta planta,  este tanque de recepção com agitação, alimenta de forma programada e calculada o lodo para dois biodigestores do tipo reator de concreto com tanque agitado continuamente – Continuous Stirred TankReactor – CSTR, com 26 metros de diâmetro e 7 metros de altura total (comumente utilizado na Europa, e de tecnologia alemã), planejados para suportar a matéria orgânica presente nos efluentes resultantes do abate de suínos (compostos por sangue, gordura e fragmentos de carne etc..) que será biodegradada. Possuem vazão de alimentação de cerca de 250m³/h á 4% de matéria seca e capacidade de gerar cerca de 6.000m³/dia. Os reatores excedem a necessidade de chamuscagem, onde após estabilidade de geração de biogás, o excedente poderá ser destinado para a utilização como energia térmica em caldeira (substituição de biomassa cavaco) e/ou utilização do biometano em veículos (frota interna), estratégias estas, ainda em análise pela equipe técnica Frimesa. A purificação do biogás se dá inicialmente nos reatores pelo processo de dessulfurização biológica e posteriomente é enviado para a biorrefinaria, seguida de processos de desumidificação e adsorção. A qualidade do biogás projetada é requerida com qualidade, com teores de metano acima de 60% e sulfeto de hidrogênio abaixo de 20ppm. A gestão do biofertilizante oriundo do sistema, será sob aprovação do órgão ambiental competente do estado. O objetivo é analisar a característica do digestato e verificar a oferta e o teor de nutrientes disponível para reciclagem como fertilizante na agricultura, após retirada da umidade.

SAIBA MAIS:

Revistas: Ano XVI Edição nº104 | jul./ago./set. 2021